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Notícia

A verdade dos acontecimentos ocorridos no intervalo do jogo Atlético Clube de Portugal Vs Clube Desportivo Feirense realizado no passado sábado no Estádio da Tapadinha em Lisboa.

– Depois de termos acabado de sofrer o golo do empate resultante de uma falta inexistente assinalada 3 minutos depois dos 45m e terminando a primeira parte do jogo,(facto condicionador do nosso estado de espirito), atletas, treinadores, dirigentes e demais elementos do Staff dirigiram-se para os balneários;

– Acesso que se dá através de um túnel independente (exclusivo para a equipa visitante), com cerca de 1 metro de largura e com uma extensão de cerca de 50 metros;

– Já no interior do balneário os atletas Cris e Barge, foram abordados por um Agente da PSP, num tom extremamente provocatório, supostamente com o intuito de o ou os identificar;

– Estranhando aquela atitude, até porque estavamos no intervalo de um jogo e estariamos sempre até ao final do mesmo e, depois disso, à disposição do que fosse necessário, foi o Agente da PSP convidado a sair do balneário, primeiro pelo capitão de equipa e posteriormente pelo treinador que entretanto chegara;

– Sendo que, o Agente da PSP, não só não anuiu ao convite para sair, como ainda forçou a entrada, esbarrando contra o treinador, ato contínuo, e sem que nada o fizesse prever, sacou do cassetete e logo ali atinge o atleta Sérgio Barge;

– Continuando a não perceber o porquê de um agente da PSP estar num espaço que era nosso, a coagir as pessoas e a não deixar que trabalhassem e recuperassem tranquilamente para o resto do jogo, gerou-se alguma confusão, quer pela exiguidade do espaço considerando o número de pessoas, quer pela nossa tentativa de faze-lo sair, e já na presença do Comandante da força e do Delegado da Liga, o nosso Presidente, estupefacto com o que se estava a passar e com enorme indignação exigiu a identificação do referido agente.

– Diga-se que é de todo incompreensível e injustificável a presença daquele Agente da PSP no interior do Balneário do Clube Desportivo Feirense;

– Mas mais grave do que a sua presença, é a sua atitude provocatória, é o uso excessivo e desproporcionado de força;

– Os elementos da PSP presentes no túnel de acesso aos balneários, em qualquer jogo, devem zelar pela segurança dos atletas e demais agentes desportivos da equipa visitante e providenciar no sentido que todo esse trajeto se faça de forma livre e desimpedida, mas que neste caso em concreto, desnecessário foi, já que o acesso é exclusivamente reservado aos elementos do Feirense que lá circulavam;

– Depois da saída do agente, o nosso Presidente, visivelmente consternado com a situação, foi convidado pelo Delegado da Liga a deslocar-se à sua sala, sendo-lhe dito que a policia queria identificar uns elementos do Feirense por alegadamente no acesso ao balneário alguém ter dado um pontapé numa porta, respondendo o nosso Presidente, que se foi por isso, que o agente “invadiu” o nosso balneário, só vinha reforçar a sua indignação pelo comportamento do referido policia.

– Reiniciado o jogo desde logo se constatou que os nossos atletas não entraram com a mesma disponibilidade e tranquilidade da primeira parte;

– Terminado o jogo regressamos ao balneário sem que antes tenhamos sido insultados pela assistência, que mesmo por cima do nosso banco de forma agressiva, empurravam a rede para nos intimidar, sem termos notado a presença da PSP perto de nós para cumprir com a sua obrigação.

– No final do jogo foram identificados pela PSP, o atleta Sérgio Barge e os treinadores Pedro Miguel e Sérgio Ferreira.

– O primeiro supostamente por ter partido um vidro de uma porta de alumínio que se encontra no túnel de acesso aos balneários;

– Perante essa acusação, o Presidente do Feirense pediu aos Delegados da Liga para ir verificar se realmente havia ou não algum vidro partido, prontificando-se de imediato a ressarcir o Atlético de todo e qualquer prejuízo ou dano que se verificasse, deslocando-se à referida porta com o Delegado da Liga e dois dirigentes do Atlético.

– Chegados à referida porta de alumínio afinal não tinha qualquer vidro partido, situação verificada no local por aqueles quatro elementos.

– Para espanto do Presidente do Feirense instantes mais tarde, foi chamado novamente ao pé da porta, para verificar que afinal o vidro estava estalado.

– Já o treinador Pedro Miguel foi identificado supostamente por ter impedido a entrada do Agente da PSP no interior do Balneário;

– Quanto ao treinador Sérgio Ferreira foi identificado por supostamente ter ofendido verbalmente o agente da PSP (sendo que esta imputação não é feita pelo Agente presente no túnel e causador de todo o distúrbio, mas sim por um outro agente que diz ter ouvido expressões injuriosas e ofensivas da honra, contudo o mesmo em momento algum esteve presente no túnel);

– Ainda que algum atleta, treinador ou dirigente do Feirense tivesse dado um pontapé na porta (o que só se coloca no campo das hipóteses), não é razão que justifique a entrada do Agente da PSP num espaço reservado a atletas, sem permissão e usando força excessiva, num tom claramente provocatório e autoritário, transformando aquilo que devia de ser um momento de pausa, descanso e tranquilizador das adrenalinas subjacente a um jogo de futebol, num momento de violência e medo.

– Perante o exposto, que retrata a verdade e só a verdade dos factos, facilmente se conclui que o Agente da PSP extrapolou as suas funções, e com total excesso de autoridade, quis ser protagonista de uma situação caricata e única nos quase cem anos de competições de futebol em Portugal, sendo o único e exclusivo responsável por uma situação que se poderia tornar de extrema gravidade.

– Para terminar e confirmando o comunicado da Policia onde diz que 3 elementos do Feirense foram identificados no final do jogo, é caso para perguntar, mais uma vez, o que foi o agente da PSP fazer ao balneário no intervalo do jogo? É claro que a identificação das pessoas em causa mais não é do que a tentativa de escamotear uma ação insensata, inqualificável e irresponsável do referido Agente da PSP, aliás, a atuação imputada aos treinadores, a existir, mais não são do que a consequência da “labareda ateada” pelo agente;

– Muito respeitamos a Policia de Segurança Pública, e não é a atuação de um dos seus profissionais que colocará em causa esse respeito.

– Somos um Clube quase centenário, que na sua história sempre privilegiou princípios em detrimento de resultados, somos exemplo no cumprimento de regras e regulamentos em todas as suas vertentes (estruturais, financeiras, disciplinares, de segurança, etc.), pelo que não vamos admitir que esta atuação isolada ponha em causa o nosso nome e reputação.